Genebra - Cerca de 2,5 bilhões de pessoas, ou dois quintos da população mundial, estão expostas atualmente ao risco da dengue, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Só em 2001 houve mais de 609.000 casos na América, deles 15.000 casos de dengue hemorrágico, o que equivale a mais do dobro dos registrados na região em 1995. Este ano, o Brasil comunicou a existência de mais de 390.000 casos, entre eles pelo menos 670 de dengue hemorrágica.
A OMS calcula que pode haver no mundo cinquenta milhões de casos anuais de dengue, doença endêmica em mais de uma centena de países da África, da América, do Mediterrâneo oriental, do Sudeste Asiático e do Pacífico Ocidental. Essas duas últimas regiões são as mais afetadas pela dengue, assinala a OMS em um comunicado, segundo o qual antes de 1970 só nove países tinham registrado epidemias de sua variante hemorrágica, número que quadruplicou em 1995.
A forma hemorrágica da dengue, complicação potencialmente mortal, foi reconhecida pela primeira vez na década de 50 do século passado nas epidemias deflagradas nas Filipinas e na Tailândia. Hoje, atinge a maioria dos países da Ásia, em alguns dos quais é uma das causas principais de mortalidade infantil.
Calcula-se que a cada ano meio milhão de casos de dengue hemorrágica, muitos dos quais entre crianças, exigem a hospitalização do paciente.
A morte ocorre em menos de 2,5 por cento dos casos, mas sem um tratamento adequado, o índice de mortalidade por dengue hemorrágica pode superar 20 por cento.
A preparação de uma vacina contra a dengue e suas formas hemorrágicas é difícil devido à existência de quatro tipos diferentes de vírus e a que a proteção contra um ou dois desses vírus pode aumentar o risco de uma infecção mais grave.
Os cientistas fizeram progressos no preparo de uma vacina capaz de proteger contra os quatro tipos de vírus, mas só se espera que os produtos em estudo estejam prontos para comercialização dentro de alguns anos.

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