Rio - Ao menos 16 Estados e o Distrito Federal têm alto risco de desenvolver epidemia de dengue em 2009, segundo relatório do Ministério da Saúde. O estudo aponta ainda que os programas de prevenção e combate à doença diminuem nos anos em que há eleições para prefeito. Divulgado anualmente em outubro, o Lira (Levantamento de Índices Rápidos), espécie de mapeamento de regiões com potencial para ter surtos de dengue, foi antecipado este ano por causa das eleições.
Segundo o Lira 2008, apresentam alto risco de dengue os Estados: RS, SC, SP, RJ, MG, GO, BA, PE, RN, CE, PI, MA, PA, AP, AM e RR, além do DF.
O ministério afirmou já estar notificando os Estados. Segundo a pasta, o risco de epidemia em 2009 se potencializa por causa das eleições municipais deste ano. O levantamento indica que os trabalhos de prevenção, concentrados nas mãos das prefeituras, tendem a diminuir e, em alguns casos, até ser totalmente interrompidos nos anos de eleições para prefeito.
Ainda segundo o relatório, os Estados com baixo risco de desenvolver surtos são: AC, MT, MS, TO e PR. Foram classificados como áreas de risco médio: RO, PB, AL, SE e ES.
Mesmo sendo o Estado com a menor incidência de mosquitos Aedes aegypti, transmissores do vírus da dengue, Santa Catarina corre ''alto risco'' de um surto no próximo verão. Um dos fatores para isso, diz o ministério, é que a população do Estado é uma das mais suscetíveis a todos os tipos de vírus da doença, justamente por ter tido muito pouco ou nenhum contato com eles.
Para realizar o diagnóstico, o Lira leva em conta fatores como a circulação de tipos de vírus no país, informações fornecidas por agentes municipais em vistorias a residências, a densidade e a mobilidade da população e as condições climáticas, de infra-estrutura urbana, quantidade de mosquito e os trabalhos de prevenção de cada Estado.
O ministério estuda criar uma força nacional para emergências de saúde composta por pessoal de Estados e municípios.
Ontem, o estado do Rio registrou a 80 morte por dengue neste ano. O caso aconteceu na capital fluminense, que já tem 48 mortos pela doença registrados. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde do Rio, uma criança de seis anos, identificada como Rafaella, morreu ontem no hospital Santa Cruz, em Niterói. Ela morava em Bangu (zona oeste).

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