Dengue afasta turistas e abala finanças do Aquário de Paranaguá
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quinta-feira, 12 de maio de 2016
Adriana De Cunto<br>Reportagem Local 
Curitiba A epidemia de dengue que afastou os turistas de Paranaguá (Litoral) no último verão afetou drasticamente as finanças do aquário que funciona na cidade. A diretora do espaço, Maísa Veronese, alertou que o local pode fechar, caso não receba ajuda do governo estadual ou de outras entidades. O Aquário de Paranaguá pertence ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e é gerenciado pela empresa Acqua Mundo, que também cuida do Aquário de Guarujá (SP). A Acqua Mundo ganhou uma licitação para administrar o empreendimento.
O espaço foi inaugurado em janeiro de 2014 e construído pela empresa Catallini como forma de compensar os impactos causados ao meio ambiente após a explosão do navio Vicuña, em 2004, na Baía de Paranaguá. Vivem em seus tanques cerca de 200 espécies, entre eles uma família composta por oito pinguins, arraias e tubarões da espécie bambus 28 deles nasceram no próprio aquário.
Maísa explicou que o movimento de visitantes no verão é o que garante a sobrevivência financeira do aquário durante todo o ano. A epidemia de dengue esvaziou a cidade e agora não há receita para pagar as contas. Só de energia são gastos R$ 40 mil por mês. A administração do lugar conseguiu baixar as despesas mensais de R$ 150 mil para R$ 100 mil, mas ainda não é suficiente para equilibrar as contas. Vinte pessoas, entre funcionários e estagiários, foram demitidas neste ano, ficando apenas 14 trabalhadores. A crise também obrigou o aquário a interromper a construção de um tanque para jacarés. "Todo mundo saiu de Paranaguá. Não teve turistas", reclamou a diretora. E reforçou: "O risco de fechar existe. Se não conseguirmos ajuda, teremos que fechar".
A diretora já levou o problema para o IAP e para a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep). O instituto está analisando o problema, revelou Maísa. "Infelizmente, a gente chegou a uma situação que não imaginava. Sozinhos, não conseguiremos resolver. Precisamos de uma ajuda", pediu.
A assessoria de imprensa do IAP informou que o órgão está fazendo vários estudos de viabilidade financeira junto com a Acqua Mundo e frisou que o aquário não vai fechar. Se a empresa desistir do contrato, ainda assim terá que avisar o IAP com 120 dias de antecedência para que o instituto possa fazer uma nova licitação. A assessoria lembrou que, como forma de ajuda, o Estado não está cobrando ainda os 2% da receita que a Acqua deveria repassar para o IAP a partir do segundo ano de funcionamento do aquário.
Esta semana, o governador Beto Richa anunciou que abriu licitação para realização de obras que melhorem o entorno do Aquário, como troca de iluminação e adequação do estacionamento. Essas obras são reivindicação da Acqua Mundo para tornar o espaço mais atraente para o público.
Segundo o IAP, o Aquário tem como principal objetivo promover a educação ambiental dos visitantes. Dividido em três pavimentos, o espaço é um dos maiores do País, com aproximadamente 2 mil metros quadrados. São 23 tanques, biblioteca, auditórios, espaço para exposições, loja e lanchonete. Entre os espaços, os que mais atraem o público são os tanques de toque. Neles, os visitantes podem tocar em animais, como as arraias. Os recifes de coral e o manguezal também fazem sucesso. O ingresso inteiro para adulto custa R$ 22 e as crianças de 5 a 14 anos pagam R$ 16,50. A meia-entrada sai por R$ 11.


