Demora para atendimento no PAM provoca revolta
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Fernanda Borges<br> Reportagem Local 
Usuários do Sistema Único de Sáude (SUS) que procuraram atendimento no Pronto Atendimento Municipal (PAM) ontem, chegaram a ficar mais de seis horas esperando por atendimento. Revoltados com a demora e com a forma de atendimento, muitos procuraram a imprensa para manifestar indignação. A equipe de reportagem da FOLHA foi maltratada pela segurança que presta serviço no local.
O morador do Jardim Novo Itapuã (Zona Sul), Devair Lourenço, chegou ao PAM por volta das 11 horas levando seu pai, o aposentado Orlando Lourenço, 69, que apresentou um início de infarto e precisou insistir para que ele fosse atendido. ''Eles colocaram meu pai do lado de dentro da porta, deitado numa maca mas ele continuava sem atendimento. se eu não insistisse nem teriam tirado ele de lá. Eu acho isso aqui um absurdo e um pouco caso com a população'', reclamou Lourenço que às 17h30, enquanto aguardava informação sobre o atendimento e uma vaga para transferi-lo a algum hospital.
O garçon Reginaldo Marques levou seu filho Renan Marques, 20, até o PAM porque eles passavam por ali quando o jovem começou a passar mal. Chegando na recepção, por volta das 11h30, ele recebeu uma senha de número 134 e até as 17 horas o garoto ainda não tinha sido atendido. ''Eles só deixaram ele entrar porque viram que ele estava vomitando sangue. Até na ficha deles colocaram que ele tava mal e ainda assim demoraram para atender'', reclamou.
Dezenas de pessoas em frente ao posto reclamavam ter sido vítimas de mal atendimento dos atendentes da recepção e também da segurança. Quando a reportagem da Folha tentava conversar com uma enfermeira pela porta que dá acesso à unidade, o segurança agiu com rispidez e quase atingiu os repórteres com a porta.
O gerente do PAM, Márcio Alex de Almeida Moura, explicou que a lotação se deu ontem devido ao fechamento das demais UBSs no feriado. Além do PAM, somente o posto do União da Vitória (Zona Sul), Jardim Leonor (Oeste) e Maria Cecília (Zona Norte) funcionaram ontem. ''Tivemos um caso atípico de muitas suturas, foram pelo menos 15 até agora e cada uma delas leva tempo para ser feita. Também tivemos onze transferências de casos graves. A média de atendimento está levando cerca de quatro horas mas não atendemos por ordem de chegada e sim pela gravidade do caso'', disse. O PAM conta com quatro médicos, mas ontem, havia apenas três. Segundo o gerente, um estava de atestado médico.
Serviço- Reclamações podem ser feitas à ouvidoria da Prefeitura de Londrina pelos telefones, 0800-400 1234, 3376-1952 e 3376-1965.


