A doença é três vezes mais comum em mulheres do que em homens, e na maior parte das vezes acomete pacientes jovens com idade entre 20 e 40 anos. A causa da EM ainda é desconhecida, mas estudos sugerem uma predisposição genética associada à influência de fatores ambientais. ''Há mais casos no hemisfério norte, especialmente na Europa, e é mais comum em populações com ancestralidade européia'', ressalta Hurwitz. A doença atinge 2,5 milhões de pessoas no mundo, e, no Brasil, a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM) estima que são mais de 30 mil portadores, sendo que desse total apenas cinco mil recebem tratamento adequado devido à demora no diagnóstico.
Hoje, as pesquisas para tratamento da doença, segundo Hurwitz, avançam no sentido de desenvolver medicamentos administrados de forma oral, e na utilização de células-tronco para ''reorganizar'' o sistema imunológico. ''Mas, infelizmente, os estudos mostram que (essas tecnologias) ainda não podem ser usadas com segurança nos pacientes'', ressalta.
Uma das novidades da Bayer Schering Pharma, para promover a adesão dos pacientes ao tratamento, é um sistema de aplicação com agulha mais fina (30G). A aplicação do medicamento também é facilitada com o novo autoinjetor, que libera a substância de forma lenta e constante, em até dois minutos.(C.P.)

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