Demora em obra de viaduto desagrada comerciantes
Marcos Zanatta
De Maringá
Depois dos empresários da rua próxima às obras do viaduto da Avenida Guaiapó, em Maringá, comerciantes dos jardins Liberdade e América começam a se mobilizar por causa da demora de entrega do viaduto sobre a Avenida Colombo, principal acesso aos dois bairros.
A construção do viaduto obrigou o fechamento da Guaiapó e os moradores da região deixaram de utilizar as principais vias comerciais dos bairros, optando pela Avenida Tuiuti. Os comerciantes reclamam de prejuízo com a queda nas vendas e inquilinos que deixam salas comerciais.
A Guaiapó está morta e as avenidas Palmares e Osiris Guimarães seguem o mesmo caminho, diz o empresário Antonio Carlos Costa. Ele é um dos organizadores do grupo que pede a liberação urgente do acesso da Guaiapó a partir da Avenida Colombo. Segundo Costa, a demora na conclusão da obra, que já dura quase dois anos e meio, fechou várias empresas na região.
Eu mesmo tive que fechar a sorveteria aqui (localizada na Avenida Osiris Guimarães) e alugar outro ponto. Costa calcula que está devendo em torno de R$ 7 mil de impostos para a prefeitura. O mesmo acontece com outros comerciantes.
Para reverter a situação, eles pretendem entrar na Justiça com uma ação de perdas e danos. Não queremos prejudicar ainda mais a administração do município, mas temos que rever nossa condição no futuro, justifica Costa. Ele explica que o comércio dos dois bairros e da Avenida Guaiapó atendia uma região com pelo menos 15 mil casas, cerca de 8 mil populares. Com as obras do viaduto e o desvio do tráfego pela Tuiuti, os moradores estão mudando o hábito. Ninguém nem passa mais por aqui para chegar em casa, lamenta.
A intenção dos comerciantes é esperar até 30 de novembro, prazo pedido pelo prefeito Jairo Gianoto (PSDB). Se o acesso para a Guaiapó não for aberto vamos pressionar, promete Costa. A prefeitura prevê que até o final do mês inicia a pavimentação do leito rebaixado da Avenida Colombo, em seguida será liberada as pistas laterais e a passagem pela Guaiapó.
Os comerciantes que têm lojas em torno da obra pretendem esperar a entraga do viaduto para calcular os prejuízos e pedir indenização. As vendas caíram 60% e os inquilinos foram embora, diz Claudinei Bulla, que tem um restaurante em frente a obra.





