Demora do Samu provoca revolta no Jardim Claudia
PUBLICAÇÃO
domingo, 05 de agosto de 2012
Lúcio Flávio Moura <br> <br> Reportagem Local 
Eduardo Fontanella, 32 anos, funcionário de um supermercado em Londrina, conheceu ontem, da pior maneira, a sobrecarga no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Trêmulo, com uma forte dor de cabeça, indisposição estomacal e tonturas ele ficou deitado durante uma hora e meia ao lado de um ponto de ônibus da Avenida Madre Leônia, no Jardim Claudia (zona sul), esperando a chegada de uma ambulância.
O caso revoltou as pessoas que passavam pelo local. Foram muitas chamadas ao serviço até que os socorristas chegassem, às 19h45.
Segundo os estudantes de veterinária Geovane Pereira e Gabriela Ruiz, a primeira ligação foi feita às 18h17, quando Fontanella teria desmaiado enquanto esperava o ônibus. Meia hora depois, eles reclamaram da demora e receberam a informação de que as ambulâncias estavam atendendo ''casos mais graves''.
Antes da chegada do Samu, a técnica de enfermagem Eloiza Leite fez o primeiro atendimento. Graças a um pedido da mãe, a dona de casa Sandra do Rocio Veiga, ela saiu do expediente na Santa Casa de Cambé e menos de meia hora depois já havia chegado ao ponto de ônibus. O professor Alexandre Oba, revoltado com o episódio, disse que ''o caso é um exemplo da ineficiência do serviço público''.
A reportagem conversou com a atendente do Samu que se identificou como Luciana. Ela disse que havia quatro ambulâncias em serviço, mas que a demora foi provocada pelo grande número de chamadas.


