Demolição do prédio da antiga Cipasa chega à etapa final
Trabalhos de demolição do prédio no centro se intensificaram neste fim de semana; trânsito está parcialmente interrompido nas imediações
PUBLICAÇÃO
sábado, 25 de abril de 2026
Trabalhos de demolição do prédio no centro se intensificaram neste fim de semana; trânsito está parcialmente interrompido nas imediações

Desde sexta-feira (24), intensificaram-se os trabalhos de demolição do prédio da antiga Cipasa, concessionária de automóveis de Londrina que marcou época no centro histórico, no cruzamento da avenida Paraná com a rua Prefeito Hugo Cabral.
Neste sábado (25), a demolição do prédio entrou em sua fase final com as máquinas trabalhando até chegar à última parede do edifício, um trabalho difícil que alterou a rotina de quem mora nas imediações.
O trânsito está parcialmente interrompido na avenida Paraná, para quem vem da Higienópolis, até a altura da Primeira Igreja Batista de Londrina.

Também foi parcialmente interrompido o trânsito na rua Prefeito Hugo Cabral, com acesso de carros a meia pista, sujeito a avaliação dos funcionários da empresa Jota B Terraplenagem e Locação que permaneceram durante todo o sábado no local. Ubers e carros que se dirigiam ao Hotel Crystal tiveram a passagem liberada, entre outras exceções.
Foram tomadas medidas de segurança em relação à fiação elétrica dos postes, com consultas antecipadas à Copel, segundo informou um engenheiro-civil responsável pela obra, Eduardo Portioli, que também é sócio-proprietário da Jota B Terraplenagem e Locação, sediada em Londrina.
Ainda assim, por volta das 17h, quando estava sendo derrubada a última parede voltada para a avenida Paraná, houve um incidente com a fiação elétrica que determinou a queda de energia na rua e nos prédios ao redor do local. A energia eletrica só foi restabelecida por volta das 20h30, quando funcionários da empresa de demolição ainda faziam a limpeza das ruas tomadas por detritos, pedaços de concreto e tijolos.
ETAPA FINAL
Neste domingo (26), o trabalho continua e tanto a avenida Paraná como a rua Prefeito Hugo Cabral estarão com o trânsito parcialmente impedidos.
O local da demolição está demarcado ao redor, de modo a evitar acidentes com veículos em trânsito e com pedestres. No local já houve um acidente, no último dia 28 de março, que causou a morte de um operário atingido por uma retroescavadeira quando uma parte do chão do prédio cedeu.

Por medida de segurança, os pedestres não devem circular nas calçadas ao redor do prédio em demolição. Seguranças devem permanecer no local para evitar aproximações, mantendo o lugar bloqueado com cones e fitas de sinalização.
A previsão é que na segunda-feira (27) os detritos do antigo prédio - que hoje formam "montanhas" de concreto, tijolos e ferragens no terreno de cerca de 8 mil metros - comecem a ser removidos para que se inicie a construção de um edifício que deverá ser a sede de uma nova concessionária de carros elétricos, segundo informações apuradas no local.
Na calçada da avenida Paraná restam três árvores - figueiras "bravas" plantadas há décadas - que os moradores da vizinhança esperam que sejam preservadas pela nova construção, tendo em vista o benefício da sombra e do frescor que oferecem em dias cada vez mais quentes. Uma delas já sofreu danos durante os trabalhos da Copel para restabelecer a energia, no sábado à noite, neste ponto da avenida Paraná.


Celia Musilli
Editora de Cultura e colunista.


