Desde sexta-feira (24), intensificaram-se os trabalhos de demolição do prédio da antiga Cipasa, concessionária de automóveis de Londrina que marcou época no centro histórico, no cruzamento da avenida Paraná com a rua Prefeito Hugo Cabral.

Neste sábado (25), a demolição do prédio entrou em sua fase final com as máquinas trabalhando até chegar à última parede do edifício, um trabalho difícil que alterou a rotina de quem mora nas imediações.

O trânsito está parcialmente interrompido na avenida Paraná, para quem vem da Higienópolis, até a altura da Primeira Igreja Batista de Londrina.

Na calçada da avenida Paraná, via-se a última parede da antiga Cipasa no fim da tarde de sábado
Na calçada da avenida Paraná, via-se a última parede da antiga Cipasa no fim da tarde de sábado | Foto: Celia Musilli

Também foi parcialmente interrompido o trânsito na rua Prefeito Hugo Cabral, com acesso de carros a meia pista, sujeito a avaliação dos funcionários da empresa Jota B Terraplenagem e Locação que permaneceram durante todo o sábado no local. Ubers e carros que se dirigiam ao Hotel Crystal tiveram a passagem liberada, entre outras exceções.

Foram tomadas medidas de segurança em relação à fiação elétrica dos postes, com consultas antecipadas à Copel, segundo informou um engenheiro-civil responsável pela obra, Eduardo Portioli, que também é sócio-proprietário da Jota B Terraplenagem e Locação, sediada em Londrina.

Ainda assim, por volta das 17h, quando estava sendo derrubada a última parede voltada para a avenida Paraná, houve um incidente com a fiação elétrica que determinou a queda de energia na rua e nos prédios ao redor do local. A energia eletrica só foi restabelecida por volta das 20h30, quando funcionários da empresa de demolição ainda faziam a limpeza das ruas tomadas por detritos, pedaços de concreto e tijolos.

ETAPA FINAL

Neste domingo (26), o trabalho continua e tanto a avenida Paraná como a rua Prefeito Hugo Cabral estarão com o trânsito parcialmente impedidos.

O local da demolição está demarcado ao redor, de modo a evitar acidentes com veículos em trânsito e com pedestres. No local já houve um acidente, no último dia 28 de março, que causou a morte de um operário atingido por uma retroescavadeira quando uma parte do chão do prédio cedeu.

A parede envidraçada da antiga concessionária de carros foi a última a ser demolida
A parede envidraçada da antiga concessionária de carros foi a última a ser demolida | Foto: Celia Musilli

Por medida de segurança, os pedestres não devem circular nas calçadas ao redor do prédio em demolição. Seguranças devem permanecer no local para evitar aproximações, mantendo o lugar bloqueado com cones e fitas de sinalização.

A previsão é que na segunda-feira (27) os detritos do antigo prédio - que hoje formam "montanhas" de concreto, tijolos e ferragens no terreno de cerca de 8 mil metros - comecem a ser removidos para que se inicie a construção de um edifício que deverá ser a sede de uma nova concessionária de carros elétricos, segundo informações apuradas no local.

Na calçada da avenida Paraná restam três árvores - figueiras "bravas" plantadas há décadas - que os moradores da vizinhança esperam que sejam preservadas pela nova construção, tendo em vista o benefício da sombra e do frescor que oferecem em dias cada vez mais quentes. Uma delas já sofreu danos durante os trabalhos da Copel para restabelecer a energia, no sábado à noite, neste ponto da avenida Paraná.

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