Democratas americanos votam via Internet
Democratas americanos votam via Internet7/Mar, 14:59 Phoenix, 7 (AE-AP) - Mary Rose Wilcox fez história hoje com o mouse de um computador. Logo depois da meia noite, a supervisora do condado de Maricopa votou nas eleições primárias presidenciais via Internet, a primeira eleição deste tipo para um cargo público. "Fizemos história", disse Wilcox no comitê do partido na madrugada de hoje. Os republicanos fizeram suas eleições primárias no mês passado e não ofereceram uma opção on line. Wilcox é uma das mais de 60.000 pessoas do Partido Democrata no Arizona que devem votar via Internet ou por correspondência. As primárias no Arizona só ocorrem no sábado, mas os eleitores que optarem pelo voto cibernético podem votar de hoje até sexta-feira. Usando a Internet os participantes poderão votar de qualquer lugar onde houver um computador conectado à rede. Para votar, os democratas registrados devem visitar a página Election.com que os levará a uma página onde poderão enviar seu voto. Ali eles devem fornecer seu número de identificação pessoal, estado e data de nascimento para votar. No dia das primárias, outros eleitores terão de ir a um dos 124 postos eleitorais onde poderão usar as tradicionais cédulas ou um computador. Os resultados irão determinar a divisão proporcional dos 31 delegados do Arizona para a Convenção Nacional Democrática. Um candidato deve receber pelo menos 15% dos votos para poder ter delegados. Os funcionários do Partido democrático esperam que os votos on line aumente a participação. "Esta é a maneira mais rápida e fácil de votar que já tivemos nos Estados unidos", disse o presidente estadual do partido, Mark Fleisher. Entretanto não foi fácil disponibilizar a eleição on line. O partido e a Garden City, empresa privada com base em Nova York que ajuda a organizar eleições, tiveram de instalar dezenas de postos eleitorais, estabelecer protocolos de segurança para os votos e enfrentar um processo federal. O processo impetrado pelo Projeto de Integridade das Eleições, baseado na Virgínia, argumentava que uma eleição on line prejudicaria os direitos de voto das pessoas pobres e minorias que têm menos acesso aos computadores do que os brancos ricos. Um juiz recusou-se a impedir a eleição on line, mas o Projeto de Integridade das Eleições planeja contestar os resultados. "Nós não podemos deixar um segmento inteiro da comunidade de lado", disse Tim Casey, um advogado do grupo.





