Demitidos mais de 2.000 agentes do serviço de inteligência
Buenos Aires, 08 (AE-AP) - Cerca de 2.200 agentes da Secretaria de Inteligência do Estado (SIDE) foram demitidos, confirmou o titular do organismo, Fernando de Santibañes.
As demissões afetaram todos os que eram considerados parte do "pessoal inorgânico", cerca de mil pessoas contratadas de forma temporária, e aproximadamente 1.200 agentes do corpo permanente da SIDE, equivalentes a um terço do total desse pessoal, disse Santibañes, um ex-banqueiro que é amigo pessonal do presidente Fernando de la Rúa.
Santibañes, em entrevistas concedidas a todos os jornais locais, explicou que a medida busca "dar eficiência e maior nível acadêmico, parâmetros levados em conta na hora de realizar a seleção de pessoal".
A SIDE foi alvo de duras críticas durante os 10 anos do governo Menem, tanto pelo grande orçamento, pelo qual não podia prestar contas, como por denúncias de que boa parte de seu trabalho era dedicado à espionagem interna, dirigida contra os opositores.
Além disso, assegurava-se que a SIDE financiava campanhas de "ação psicológica" para servir aos interesses políticos do governo.
O vice-presidente Carlos Alvarez declarou no mês passado que "a SIDE foi usada para espionagem doméstica, operações políticas e jornalísticas e desqualificação de setores internos do partido governista ou setores da oposição. Evidentemente nunca se pensou no que significava fazer inteligência estratégica".





