Ex-funcionários da Telepar que foram demitidos após a privatização da companhia telefônica do Estado enxergaram no cooperativismo uma saída para não ficar sem trabalho. Quem conta a história é o analista de sistemas Alexandre de Paula Baptista, um ex-funcionário da empresa. Trinta profissionais já integram a cooperativa. ‘‘Não é apenas a alternativa de emprego, mas a forma democrática como podemos gerenciar a cooperativa’’.
Quando estiver funcionando, a empresa poderá criar programas de computador, montar sites na Internet, intermediar a venda de produtos pela rede mundial de computadores, instalar cursos e dar treinamento. Os primeiros clientes devem ser entidades de classe. A cooperativa deverá ser a responsável pela instalação de uma Central de Medicamentos virtual para os filiados dos sindicatos dos Engenheiros, Telefônicos e Bancários.
Na prática, a central já existe há um mês. As listas com os pedidos de medicamentos são remetidas para as fábricas pelo fax. A vantagem desta rede é de que os remédios são adquiridos por preços 30% mais baixos que os de mercado. Na hora de repassar para o consumidor, o valor não sofre alteração. ‘‘Quando você consegue até 30% de descontos, é possível potencializar os salários’’, computa o bancário aposentado Sergio Athayde, um dos responsáveis pela implantação da idéia.
Segundo Athayde, a intenção é não ficar apenas na farmácia virtual. Até o dia 15 de julho, os três sindicatos devem divulgar para os seus 30 mil filiados uma lista com estabelecimentos que farão parte da Rede de Solidariedade. A rede vai dispor de pontos comerciais que vão vender produtos com preços menores aos vendidos no mercado. O bancário acredita que, se mais sindicatos aderirem ao projeto no Estado, a rede de cooperativas populares terá uma população de 1 milhão de consumidores, entre sindicalizados e dependentes. (D.V.)

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