Demissão mostra que governo não se entende, avalia CUT-SP
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sexta-feira, 03 de setembro de 1999
Por Denise Carvalho 
São Paulo, 4 (AE) - O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no estado de São Paulo e secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, José Lopez Feijó, afirmou hoje que a saída de Clóvis Carvalho do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, mostra que o governo é incapaz de conter os desentendimentos na base aliada. Nem os ministros, segundo Feijó, estão de acordo sobre a política econômica guiada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso.
"A saída de Carvalho não significa fortalecimento do ministro Pedro Malan. O governo vem exibindo a muito tempo um confronto dentro da base aliada sobre os rumos que o País deve seguir para desenvolver", disse. Para Feijó, Fernando Henrique demitiu Carvalho porque um dos ministros mais importantes afirmou que o Plano Plurianual de Investimentos (PPA) é insuficiente e impraticável.
"Fernando Henrique estava inquieto com as declarações de Clóvis Carvalho, porque achou que tinha marcado um gol com o anúncio do tal PPA. Foi isso que FHC não admitiu", afirmou Feijó.


