Rio, 25 AE) - A demissão de Andrea Calabi da presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é uma demonstração de que o presidente Fernando Henrique Cardoso não compartilha de idéias nacionalistas que estão ressurgindo no Brasil, segundo artigo publicado na edição da revista "The Economist", neste fim de semana. Com o título de "A onda nacionalista no Brasil", a matéria aponta o sucessor de Calabi, Francisco Gros, como um amigo dos investimentos financeiros. "Seus últimos empregadores foram Morgan Stanley Dean Witter", lembra o artigo.
Na avaliação da revista, a volta das idéias de fechar novamente a economia brasileira, que cresceram durante a época da estagnação, devem ser "dissipadas" à medida que a atividade econômica se recuperar. A "The Economist" acrescenta que muitos dos parlamentares defensores da proposta de impedir estrangeiros de comprar bancos brasileiros recebem "generosas doações de campanha" de instituições financeiras nacionais. Mas o artigo reconhece que algums críticos têm argumentos mais fortes, como o deputado federal José Genoíno (PT-SP), que reclama da falta de reciprocidade na abertura da economia brasileira, por países desenvolvidos.
A publicação sustenta que a abertura ajudou a incrementar e renovar os investimentos no País. "Ao invés de pedir por favores especiais, os homens de negócios brasileiros e seus aliados políticos devem ser advertidos para redobrar seus esforços para realizar as reformas tributária, fiscal e financeira, o que iria baixar os custos de crédito para fazer negócios no Brasil", conclui o artigo.

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