São Paulo, 26 (AE) - A reação intempestiva do diretor de Fiscalização do Banco Central, Luiz Carlos Alvarez, ao relatório da CPI dos Bancos não é um motivo isolado para sua demissão do cargo. Alvarez vinha se debatendo em disputas internas de poder no BC já há algum tempo. Em Brasília, comentava-se há algumas semanas que Alvarez estava incomodado com a retirada de algumas atribuições importantes de sua diretoria, dentro de um processo de reestruturação do BC promovido por Armínio Fraga. Alvarez é funcionário de carreira do BC e chegou a desempenhar cargos importantes nas duas diretorias que antecederam Fraga. Quando da intervenção no Banco Econômico, Alvarez foi designado para ser o interventor do banco na Bahia. Nas demais intervenções que se seguiram, ele foi uma figura-chave na equipe do então presidente do BC Gustavo Loyola, assim como na elaboração e implementação do Proer.

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