Demanda interna de arroz reage com restrição a importações
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quinta-feira, 02 de setembro de 1999
Por Sérgio Bueno 
Esteio (RS), 3 (AE) - A procura por arroz produzido no mercado interno já começa a apresentar reação a partir do anúncio do Ministério da Agricultura, de que vai intensificar a fiscalização fitossanitária do produto importado em todos os postos de fronteiras no País. A tendência também está sendo provocada pela nova onda de alta do dólar, que torna a importação mais cara para as indústrias de beneficiamento brasileiras.
A informação é do presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Antônio Elói Paz. De acordo com ele, que teria uma audiência no final da tarde de hoje com o ministro da Agricultura, Marcus Vinicius Pratini de Moraes, na Expointer 99, em algumas regiões do estado as cotações já alcançam R$ 15,00 o saco. "Nossa meta é que o preço chegue a pelo menos R$ 16,00, o que permite ao produtor pagar as contas, repor os custos e continuar na atividade", comentou.
Segundo Paz, as cotações, que alcançaram R$ 18,00 no início da safra, em fevereiro, chegaram a despencar para R$ 12 50 no final de julho, devido à importação de arroz argentino e uruguaio em grandes quantidades.
A partir das medidas restritivas anunciadas pelo ministro durante a própria Expointer 99, porém, todo o arroz importado será submetido a testes fitossanitários que podem levar de 20 a 30 dias para ser concluídos. Os custos com análise e armazenagem durante o período necessário até a liberação serão bancados pelo importador.


