São Paulo, 1 (AE) - Empresas globais estão habituadas aos altos e baixos e às muitas desvalorizações de moeda. É por isso que os grupos multinacionais não podem encarar a crise atual no Mercosul como empecilho aos seus investimentos na região. A declaração é do presidente mundial da Delphi, J.T. Battenberg III, que está no Brasil. "Vamos continuar investindo, trazendo nossos melhores profissionais e construir mais fábricas para os próximos 100 anos, porque a América do Sul é região chave para a Delphi", disse o executivo, durante uma reunião, ontem à noite, com jornalistas brasileiros.
O faturamento mundial da Delphi será de US$ 29 bilhões, ligeiramente superior ao do ano passado. A empresa é a maior e mais diversificada fabricante de autopeças do mundo. Separou-se, recentemente, do Grupo General Motors, mas somente US$ 7 bilhões do total de US$ 29 bilhões estão sendo obtidos foram da General Motors. No Brasil, a Delphi é conhecida, principalmente, pelas baterias Delco.
A Delphi vai construir uma fábrica de compressores para ar condicionado em Jaguariúna (SP), num total de US$ 45 milhões em investimentos. A fábrica terá capacidade para produzir 500.000 unidades/ano, grande parte voltada à exportação. A fábrica empregará 150 pessoas e deve começar a operar no final do ano 2000. Battenberg disse que este será o primeiro ano de prejuízo no Mercosul. Na Argentina, as perdas serão superiores às do Brasil, em razão dos altos custos provocados pela diferença monetária.

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