Delegados pedem exame DNA nos restos mortais de PC
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terça-feira, 29 de junho de 1999
Por Ricardo Rodrigues 
Maceió, 30 (AE) - Os delegados Antônio Carlos Lessa e Alcides Andrade pediram ao juiz Alberto Jorge Correia de Lima autorização para realizar exame de DNA nos restos mortais do empresário Paulo César Farias, assassinado há três anos com a namorada Suzana Marcolino, em Maceió. Segundo os delegados, a solicitação tem como objetivo corrigir uma falha do primeiro inquérito. "Como foi levantada dúvida quanto a identidade do morto, decidimos solicitar esse exame", justificou Lessa, que tem até o dia 5 de julho para concluir o inquérito sobre a morte do casal.
Dois assessores e um motorista do deputado federal Augusto Farias (PPB-AL) prestaram depoimento hoje sobre o caso, na sede da Polícia Federal. Os delegados Lessa e Andrade também interrogaram Mônica Carvalho, que disse ter vendido à Suzana o revólver Rossi 38, usado no crime. Para os delegados, os depoimentos não acrescentaram nada ao que já havia sido apurado.
Os assessores Márcio Lessa e Marcos Maia, bem como o motorista José Pereira limitaram-se a repetir o que já tinham falado à polícia na primeira fase do inquérito. "Não houve contradição no depoimento deles e nem da Mônica", disse Lessa.
Os delegados aguardam informações da Secretaria de Segurança pública de São Paulo sobre o paradeiro do detetive Alceu Guimarães, que teria sido contratado por PC ou Augusto de Farias para seguir Suzana na capital paulista. "Assim que esse detetive for localizado, viajaremos a São Paulo para ouvi-lo", afirmou Lessa, acrescentando que precisa saber se o detetive foi contratado por PC ou seu irmão Augusto farias. Para os delegados a principal falha da polícia alagoana na primeira fase do inquérito foi ter centrado a investigação em Suzana e ter deixado de lado PC, que na época era considerado "arquivo vivo".


