Delegados-gerais do PR serão chamados para depor17/Mar, 19:25 Por Evandro Fadel Curitiba, 17 (AE) - O presidente da comissão especial criada pelo governo do Paraná para investigar a Polícia Civil e a conexão com o narcotráfico, José Cid Campêlo Filho, disse hoje que todos os delegados-gerais que atuaram no Estado desde 1990 serão chamados para prestar esclarecimentos. A comissão iniciou os trabalhos ouvindo o delegado da Força Especial de Repressão Antitóxicos (Fera), Adauto de Abreu Oliveira, que afirmou estar ocorrendo problemas há pelo menos dez anos. Segundo Campêlo Filho, que também é secretário de Governo do Paraná, o delegado afirmou no depoimento, que foi reservado, nunca ter levado denúncias diretamente ao secretário de Segurança Pública, Cândido Martins de Oliveira. "As informações que ele possuía eram repassadas apenas ao delegado-geral", disse. À tarde, a comissão ouviu o major Valdir Copetti Neves, da Polícia Militar, que tinha conversado com os membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Narcotráfico na Câmara dos Deputados, quando estiveram em Curitiba, no início do mês. "O depoimento do major Neves foi um norte para nós, mas ele fez questão de ressaltar que não tem provas", disse Campêlo Filho. O major deve entregar segunda-feira (20) um relatório com denúncias contra policiais civis. A comissão, composta por secretários de Estado, Ministério Público (MP), Assembléia Legislativa e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Paraná, tem prazo de 30 dias para apresentar um relatório ao governador. Durante o trabalho, podem ser abertos processos administrativos, civis e até criminais. Segunda-feira, serão ouvidos o corregedor-geral da polícia, Otávio Francisco Dias, e o delegado-geral interino, Marco Antônio Lagana.

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