Delegados de Curitiba são soltos
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 01 de junho de 2006
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Os dois delegados de Curitiba presos, no último dia 19, na operação batizada Navalha na Carne, que desvendou uma rede de exploração sexual infantil e extorsão, foram colocados em liberdade por força de um habeas corpus concedido pela Justiça. Outras 14 pessoas permanecem presas 12 ligadas à polícia e dois civis.
A Folha conseguiu contato com o advogado de um dos delegados, mas como o processo corre em segredo de Justiça, ele se disse impedido de dar qualquer informação sobre a soltura de seu cliente.
A Secretaria de Estado da Segurança Pública informou, por meio da assessoria de imprensa, que não iria se manifestar sobre o assunto por se tratar de uma decisão judicial. Não admitiu, no entanto, falhas no inquérito que possam ter favorecido o relaxamento da prisão. Segundo a assessoria, o inquérito foi bem embasado, tanto que ofereceu elementos para que a Justiça expedisse os mandados de prisão temporária por 30 dias.
O prazo para conclusão do inquérito pela Corregedoria da Polícia Civil termina hoje. Como o depoimento da jovem L.P.C., de 21 anos, apontada como mentora no esquema de extorsão e exploração sexual infantil, trouxe denúncias contra outras pessoas, a delegada responsável, Dayse Barão Dorigo, pode pedir prorrogação do prazo.


