Maceió, 07 (AE) - Os delegados Antônio Carlos Lessa e Alcides Andrade confirmaram hoje que a família de Suzana Marcolino está sob proteção da Polícia Federal, em João Pessoa (PB), desde terça-feira à noite. Suzana foi encontrada morta com o empresário Paulo César Farias, na manhã do dia 23 de junho de 1993, em Maceió. Segundo os delegados, a proteção foi solicitada à PF pela Secretaria de Segurança Pública de Alagoas, depois que a família de Suzana denunciou que estava sofrendo ameaças de morte, por meio de telefonemas anônimos, para deixar de contestar a versão de crime passional. Para os delegados, PC e Suzana foram assassinados.
Hoje de manhã os delegados ouviram o depoimento do jornalista Gabriel Mousinho, primo de PC e diretor do jornal "Tribuna de Alagoas", que pertence a família Farias. Ele negou ter pedido à irmã de Suzana, a jornalista Ana Luiza Noaro, para ser "comedida" nas suas declarações sobre o caso. Segundo os delegados, Mousinho disse que telefonou para Ana Luiza para prestar solidariedade à família de Suzana e pedir para acabar essa "guerra entre as famílias". Mousinho negou também que tenha ligado em nome do deputado federal Augusto César Farias (PPB-AL).
Lessa e Andrade viajam nesta quinta-feira (8) para São Paulo
onde vão ouvir o empresário Caio Ferraz e o detetive Alceu Guimarães. Eles querem saber quem - PC ou Augusto Farias - pediu ao advogado para contratar o detetive para seguir Suzana na capital paulista, uma semana antes do crime. "Essa informação é muito importante para a conclusão do inquérito", afirmou Lessa, que pretende ouvir a prima de Suzana, ¶ngela Maciel, e mais três testemunhas mantidas sob sigilo - uma delas no Sertão alagoano. Os delegados ficam hospedados no Hotel Bourbon, no centro de São Paulo, e voltam no final de semana para Maceió.

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