Rio, 22 (AE) - O delegado Renan Gomes, destacado pela Secretaria Estadual de Segurança, para investigar a morte da francesa Martine Halin, está com viagem marcada para Santarém, no Pará, para o início da noite de hoje. Ele foi encarregado de acompanhar a transferência para o Rio de Janeiro do pintor de paredes francês Fadil Guy Benidir, de 45 anos, preso ontem à noite pela Polícia Federal (PF) em Santarém. A partir do depoimento do pintor, Gomes espera esclarecer a razão do crime e o autor do disparo que matou Martine. "Fizemos a reconstituição do crime no domingo passado, mas alguns pontos estão obscuros", comentou.
Martine Halin, de 45 anos, chegou ao Rio com o marido, o engenheiro de segurança de vôo Yves Halin, de 48, em 07 de novembro. O casal participaria de um congresso. Ao desembarcar no Aeroporto Internacional Tom Jobim, Martine e Halin foram abordados por um francês - Fadil Guy Benidir - e tomaram um táxi indicado por ele, dirigido por Edson Zacharias Cunha da Luz. Halin é suspeito pela polícia do Rio de ser o mandante do crime.
Segundo a versão do engenheiro, Guy teria anunciado o assalto e o obrigado a entregar cartões de crédito. Zacharias fez saques em bancos eletrônicos e foi flagrado pelas câmeras. O taxista levou o casal até Itaguaí, no interior do Estado, onde Halin e a mulher tiveram de sair do carro. Martine foi morta por um tiro na nuca, que segundo Zacharias, foi disparado por Guy. Halin contou à polícia que correu "por senso de sobrevivência" e conseguiu escapar.
"As versão do taxista e de Halin coincidem em muitos pontos, mas é preciso esclarecer as marcas de unha em torno da boca de Martine, que denotam sufocamento", afirmou o delegado. Segundo os depoimentos, ela não teria sofrido agressão antes do disparo. Ainda estão sendo investigadas diversas ligações telefônicas que Halin fez para o Rio antes da viagem. Apesar das dúvidas, o delegado ainda não decidiu se interrogará o engenheiro, que voltou para a França.

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