Rio, 27 (AE) - O delegado da Polícia Federal (PF) Luiz Pontel está embarcando em instantes para Brasília, onde vai tentar marcar os depoimentos dos irmãos Sérgio e Luiz Bragança. Segundo a PF, Pontel vai aproveitar a presença dos irmãos em Brasília amanhã (28), quando é esperado o depoimento deles na CPI dos Bancos, para também os ouvir. No entanto, o advogado de Luiz Brangança, João Carlos Castellar, informou há pouco que seu cliente não foi chamado oficialmente para depôr na CPI. Segundo integrantes da equipe de investigação do caso Marka na PF, Pontel entrou em contato com o advogado da diretora jurídica do Banco Marka, Cíntia Moura, mas não conseguiu marcar o depoimento dela, como era seu objetivo. O depoimento da diretora é importante porque Cíntia é considerada o braço direito do proprietário do Banco Marka, Salvatore Cacciola. Segundo informações da PF, esgotadas a fase de depoimento dos envolvidos na operação de socorro do Banco Central ao Marka e ao Fonte-Cindam, poderão ser realizadas acareações entre os convocados para depôr. É estudada a possibilidade de acareação entre Cacciola e o presidente do Fonte Cindam, Luiz Antônio Gonçalves, por causa das contradições nos depoimentos prestados à PF. Hoje, os peritos da PF começaram a avaliar o material eletrônico encaminhado pela Justiça Federal que foi apreendido nas diligências do Ministério Público.

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