Curitiba - O delegado e o superintendente de Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), são acusados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de soltar uma quadrilha de receptadores de veículos por R$ 50 mil, em outubro do ano passado.
O escrivão Humberto Tiessi foi preso suspeito de envolvimento. A promotora que investigou o caso preferiu não ter seu nome citado, mas afirmou que conseguiu provar o crime e ainda mencionou que o superintendente Jurandir Antônio Mulizini usaria com fins pessoais um carro modelo Golf, de cor preta, clonado, apreendido com a quadrilha. O delegado Gutemberg Luz Neves Ribeiro e Mulizini estão foragidos.
A Corregedoria da Polícia Civil emitiu nota por meio da Agência Estadual de Notícias - do governo do Paraná- informando estar à procura dos acusados ''Na manhã desta sexta-feira, policiais da Corregedoria estiveram na residência de Neves Ribeiro e Mulizini para cumprir os dois mandados de prisão preventiva, mas os dois não foram localizados. O terceiro mandado, contra o escrivão Humberto Tiessi, foi cumprido e o escrivão já está preso'', diz a nota.
Os mandados de prisão foram expedidos pela juíza Márcia Regina Hernandez de Lima, do Foro Regional de Pinhais. De acordo com a promotora, em outubro do ano passado, o delegado teria prendido uma quadrilha, formada por quatro integrantes, em Araucária, na RMC, e apreendido também quatro veículos. ''Já tem denúncia no fórum de Pinhais. Eles apreenderam uns veículos que estavam de posse de uma quadrilha. Segundo apuramos, os detidos teriam ficado presos dois dias e os policiais teriam recebido para liberar os presos. Eles nem abriram inquérito'', afirmou a promotora do Gaeco. Ela ainda contou que os receptadores recebiam carros roubados de uma quadrilha de Santo André, na grande São Paulo.

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