Campinas, SP, 23 (AE) - Aviões de pequeno porte roubados esse ano em Campinas, São Sebastião do Paraíso e Uberlândia, estariam sendo usados por traficantes internacionais para o transporte de armamento e drogas. Segundo o delegado seccional da Polícia Civil em Campinas (SP), Josué Ferreira Ribeiro, as aeronaves estariam sendo usadas para transportar armas compradas no Paraguai e trocadas por cocaína com guerrilheiros colombianos. Da Colômbia, os aviões retornariam ao Brasil, carregados de entorpecentes.
O resultado das investigações realizadas pela polícia de Campinas serão repassadas à CPI do Narcotráfico. Segundo Ribeiro
um homem identificado apenas como Rildo, seria o responsável pela receptação dos aviões e negociação com traficantes de armas e drogas. De acordo com o delegado, ainda não há informações sobre o possível envolvimento das pessoas investigadas pela CPI do Narcotráfico.
Na segunda-feira, a polícia apresentou quatro homens apontado como integrantes de uma quadrilha especializada no roubo de aviões. Humberto Carnevalle Neto, Ademir de Souza Silva
e os irmãos Ozir e Ronie Von Rodrigues são acusados de roubar três aviões esse ano. Conforme o delegado, eles foram reconhecidos e tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça. Roubos - O primeiro caso ocorreu no Aeroclube de Campinas, em julho, quando foi roubado um Sêneca. Pouco tempo depois, a quadrilha roubou um Cesna 210 em Uberlândia. A última ação da quadrilha foi registrada há um mês, quando um monomotor Bonanza foi levado do Aeroclube de São Sebastião do Paaraíso. O delegado acredita que pelo menos outras quatro pessoas façam parte da quadrilha.
De acordo com Ribeiro, os aviões roubados seriam levados para a fronteira com o Paraguai, onde um negociador manteria contato com traficantes de armas. Depois de serem carregados com as armas, as aeronaves seguiam para a Colômbia, onde a mercadoria seria trocada por drogas com guerrilheiros. Os aviões
então, retornariam ao Paraguai, onde parte da droga seria usada para pagar os traficantes de armas e o restante seria distribuído no Brasil.

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