Delegado suspeita de laudo e exuma corpo de Luz Vermelha
Agência Folha
O delegado Uriel Ribeiro diz suspeitar que João Acácio Pereira, o Bandido da Luz Vermelha, morreu vítima de outra bala, além da registrada pelo legista Nelson Quirino, responsável pela necrópsia no corpo de Luz Vermelha, informou-se ontem em Curitiba. Ribeiro, responsável pelo inquérito que apura a morte, pediu a exumação do corpo de Pereira para tentar encontrar um segundo ferimento a bala. Luz Vermelha está enterrado em Joinville (SC), onde foi morto. A exumação foi feita no último sábado e o novo laudo deve sair até sexta-feira. A dúvida do delegado vem do fato de que, segundo o primeiro laudo, Luz Vermelha morreu vítima de traumatismo craniano causado pela bala disparada da espingarda calibre 32, usada pelo pescador Nelson Pinzegher, que confessou o crime.
Mas o próprio laudo diz que o cérebro ficou intacto. A bala atingiu apenas a caixa craniana. É preciso saber se isso é suficiente para matá-lo ou se um outro projétil foi o responsável pela morte, disse o delegado. Ribeiro disse que a espingarda do pescador dispara mais de uma bala com um único tiro.
Luiz Vermelha morreu em 5 de janeiro. Ele se mudou para Joinville depois de deixar a Casa de Detenção de São Paulo, onde cumpriu pena de 30 anos. Na cidade, Luz Vermelha viveu primeiro com o tio José Pereira da Costa, com quem se desentendeu. Foi então acolhido pela família do pescador. Pinzegher afirmou que atirou em Luz Vermelha porque o ex-bandido estaria ameaçando com uma faca seu irmão Lírio.





