Curitiba- O delegado João Alberto Fiorini de Oliveira, chefe da Identificação Criminal da Agência Estadual de Inteligência, está desenvolvendo uma idéia simples e que poderá garantir a agilização do reconhecimento de criminosos antes da operação efetiva do Sistema Nacional de Digitalização de Dados no Paraná. A proposta reúne 55 mil fotografias de criminosos que foram fichados pela Polícia Civil desde 1984.
As fotografias seriam incluídas em 11 CDs que poderiam ser distribuídos nas delegacias e distritos policiais do Paraná. Na primeira edição do CD, com 1,7 mil fotografias coloridas, foram colocados apenas os criminosos que teriam sido fichados em 2004. ''Os dados são compactados de forma simples e barata. As testemunhas poderiam reconhecer os bandidos rapidamente e isso evitaria a soltura de presos que entrassem com documentação falsa, como o Adriano Vicente da Silva, e tivessem mandados de prisão contra eles'', considerou o delegado.
Os dados estão sendo armazenados inicialmente pela Subdivisão de Processamento de Dados da Polícia Civil. Eles ainda não estão sendo usados, na prática. ''O sistema on-line é muito caro e talvez demore para chegar ao Paraná. Com os cds podemos fazer a busca de forma pouco menos rápida, mas muito eficiente. Seria um paliativo que poderia estar sendo usado agora'', disse o delegado. Fiorini acredita que os CDs poderiam ser usados inclusive nas blitze em rodovias de todo o Estado. ''Seria um álbum de fotografias, mas eletrônico, mais sofisticado. Não teríamos mais a possibilidade de falhas'', complementou.(L.P.)

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