Delegado pede quebra de sigilo bancário de jurado
Agência Estado
De Belém
O delegado Vicente Costa, da Divisão de Investigações e Operações Especiais (Dioe) da Polícia Civil do Pará, pediu ontem à Justiça a quebra do sigilo bancário e telefônico do jurado Silvio Mendonça. Ele participou da sessão do Tribunal do Júri que absolveu o coronel Mário Pantoja, o major José Maria Oliveira e o capitão Raimundo Lameira, comandantes da operação militar que resultou no massacre de 19 trabalhadores sem-terra em Eldorado dos Carajás.
Mendonça é acusado de envolvimento numa suposta tentativa de suborno contra o também jurado Fernando Brito, que não foi sorteado para participar daquela sessão. Mendonça teria perguntado a Brito se por R$ 3 mil morria a favor da inocência do coronel Pantoja. A denúncia foi feita ao Ministério Público pela vice-prefeita de Belém, Ana Júlia Carepa (PT). Ontem, em depoimento, Mendonça negou ter feito a proposta. O delegado marcou para hoje uma acareação entre Mendonça e Brito.
A pedido do chefe da Promotoria Criminal, Miguel Bahia, a polícia abriu inquérito para apurar o caso. A vice-prefeita e Brito já prestaram depoimento. Ela confirmou o que já havia denunciado. Brito disse que tudo não passou de uma brincadeira e condenou a vice por divulgar o fato sem ter provas.
No Tribunal de Justiça, a juíza Raimunda Gomes foi indicada pelas Câmaras Criminais para julgar o mandado de segurança do Ministério Público que pede a suspeição do juiz Ronaldo Valle para continuar presidindo as sessões dos julgamentos. Ela também é responsável pelo julgamento do mandado de segurança que solicita a suspensão das 26 sessões até que seja julgado o recurso a favor da anulação do julgamento que absolveu os três oficiais da PM.





