Belém, 29 (AE) - O delegado Rui Romão, da Polícia Civil do Pará, pediu hoje à Justiça a prisão da professora Lílian do Rosário, acusada de espancar e manter em cativeiro a doente mental Valdenice Silva dos Santos, de 29 anos, sua aluna na Fundação Pestalozzi do Pará. A vítima morava há dois meses na casa de Rosário, que poderá ser expulsa da instituição.
O marido de Rosário, o segurança Humberto Trindade, foi preso em flagrante, mas acusou a mulher pelos espancamentos. "A Valdenice apanhava dela porque saía muito e vive mentindo". Segundo vizinhos, a moça apanhava diariamente da professora, que utilizava uma ripa e um martelo.
Para entrar na casa, os policiais tiveram de quebrar dois cadeados e arrombar a porta do quarto, onde Valdenice chorava sentada no chão. Ela apresenta várias escoriações pelo corpo e foi submetida a exame de corpo de delito. "Foi uma crueldade. Ela está com várias feridas nos joelhos e braços, além de contusões no tórax", revelou o médico Benedito Pinheiro.
A diretora da Fundação Pestalozzi, Irecê Mendes, disse estar reunindo provas para afastar Rosário da escola. "Estamos todos chocados", afirmou.

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