O delegado Lauristón Góes, encarregado do inquérito que apura a morte dos líderes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) Onalício Araújo, o ‘‘Fusquinha’’, e Valentim Serra, o ‘‘Doutor’’, pediu na última sexta-feira à juíza de Parauapebas, Maria Vitória Torres do Carmo, a prisão preventiva de dez fazendeiros foragidos. Todos estão com prisão temporária decretada pela juíza, mas apenas um deles, Carlos Antonio Costa, o Carlinhos, está preso, em Marabá, sul do Pará.
Góes concluiu anteontem o inquérito, afirmando que a prisão de todos os acusados é uma questão de honra para a polícia. O fazendeiro Darci Alves de Souza, o ‘‘Darci Catalão’’, um dos foragidos, mandou um recado à polícia, através de seu advogado, prometendo apresentar-se na delegacia de Parauapebas nesta segunda-feira, pela manhã.
Um reforço policial de dois delegados e 12 agentes, enviados de Belém para a região, ajuda na caçada aos acusados. O fazendeiro José Ferreira Marques, o ‘‘Donizete’’, apontado por testemunhas sem-terra de atirar e matar Fusquinha e Doutor, escapou de ser preso na quinta-feira, durante batida policial numa fazenda em Canaã dos Carajás, onde estaria escondido. Ele fugiu ao perceber que um helicóptero sobrevoava a área.

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