Delegado pede estrutura
O delegado da Polícia Federal, em Curitiba, Marco Antônio Ribeiro Coura, se queixou ontem, durante a operação para desativar a bomba encontrada em Pitanga, que o órgão dispõe de uma estrutura muito reduzida para investigar o caso. São muitas torres e temos problema de pessoal, disse. Ele também explicou que esse tipo de investigação é um fato novo e que vem sendo novidade até mesmo para a polícia. Estamos iniciando esse tipo de investigação, frisou. Não é toda semana que se encontram bombas no Brasil.
Segundo Coura, dois agentes da polícia federal foram enviados para a região desde que foram descobertas as bombas em Nova Tebas. O delegado disse que os agentes teriam ouvido depoimentos dos donos da propriedade e moradores do patrimônio de Vila Nova, que fica a cerca de três quilômetros do local onde estava a bomba. Pelas informações que temos, não foi visto ninguém estranho nos últimos dias, disse. Coura negou que tenha havido falhas da Polícia Federal. Vamos ver o lado positivo: duas bombas foram desativadas com sucesso, frisou.
Ontem, a equipe da Polícia Federal chegou ao local da bomba às 9h10. Eram 10 policiais, incluindo três peritos em explosivos. Eles fizeram a primeira inspeção no pé da torre às 9h30 e iniciaram a operação de desativação às 10h45. O tráfego pela BR-487 foi interditado às 11h30 e, às 12 horas, foi cortado o primeiro dos dois fios da bomba. O segundo corte foi feito às 12h15, mas foi somente às 12h50 que o perito Argeu Lemos Bezerra Neto comunicou por rádio que a operação havia sido concluída com sucesso. A imprensa teve acesso ao local às 13h10.(S.S.)





