O delegado da Polícia Federal (PF) Carlos Leonel Cruz foi indiciado ontem por co-autoria no assassinato do delegado-corregedor Alcioni Serafim de Santana, compadre e colega de Cruz na PF de São Paulo.
O delegado-corregedor foi morto no dia 27 de maio, quando investigava a participação de policiais federais e civis em crimes de extorsão. Cruz era um dos que estavam sendo investigados.
A Polícia Federal informou que indiciará Cruz como principal mandante do crime. No depoimento de ontem, o delegado voltou a repetir que é inocente. Mas teria entrado em contradição ao dizer que não conhecia nenhum dos envolvidos na morte do delegado-corregedor.
O depoimento aconteceu na sede da PF, no centro de São Paulo, e durou quase duas horas. ‘‘O fato dele (Cruz) falar que não conhece ninguém contraria as provas que nós temos contra ele , afirmou o delegado assistente José Pinto de Luna, um dos responsáveis pelo inquérito que apura a morte do delegado-corregedor. Segundo Luna, a PF tem duas provas contra Cruz.
Assim que o inquérito for concluído, a PF informou que pedirá a prisão temporária do delegado Cruz, detido atualmente na Cadeia da Polícia Civil. A Polícia Federal também vai abrir um processo administrativo pedindo a expulsão de Cruz.Caio Guatelli/AEInquéritoO delegado Leonel deixa o prédio, após prestar depoimentoAgência Folha

mockup