Curitiba – O delegado Cristiano Quintas, da Delegacia de Homicídios (DH) de Curitiba, informou ontem que pediu prorrogação de mais 30 dias para concluir o inquérito do caso Tayná porque ainda precisa realizar algumas diligências, além de "refinar" todas as informações que foram levantadas desde o início do caso.
Quintas é o quarto delegado a comandar as investigações, e foi designado para chefiar as investigações pelo delegado-geral Riad Braga Farhat. Já estiveram à frente do caso Silvan Pereira, titular da Delegacia do Alto Maracanã, em Colombo, e que foi afastado após denúncias de tortura; Fábio Amaro, da Delegacia de Pinhais; e Guilherme Rangel, do Núcleo Metropolitano da Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc).
"Espero uma resposta positiva referente à prorrogação do prazo. Ainda há diligências que precisam ser realizadas. Além disso também vamos promover novos interrogatórios e rever alguns depoimentos conflitantes. Mas não posso passar mais detalhes porque está em sigilo", ressaltou.
Cristiano Quintas destacou ainda a necessidade de se manter o caso em segredo de Justiça. "Entendo que a família espera uma resposta ainda mais com a repercussão que o crime teve. Mas é preciso analisar tudo com muita calma e o sigilo é necessário neste inquérito. Principalmente para se evitar erros", completou o delegado.

Crime
A jovem Tayná foi morta por estrangulamento com um cordão de sapato no dia 25 junho deste ano. O corpo da adolescente foi encontrado dentro de um poço d’água localizado num terreno baldio, três dias depois de seu desaparecimento. Quatro suspeitos, que eram funcionários de um parque de diversões, chegaram a ser presos, mas após suspeita de tortura por parte de policiais, foram soltos e permanecem no programa de proteção a testemunhas.

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