Maceió, 27 (AE) - O delegado Alcides Andrade de Alencar, que com o colega Antonio Carlos Lessa investiga as mortes do empresário Paulo César farias e de sua namorada, Suzana Marcolino, afirma estar recebendo de morte. Ele contou que, em telefonema anônimo, um homem que se disse militar ameaçou matá-lo caso haja mudança na versão (oficial) de crime passional. Alencar disse que a ameaça não o intimida e não mudará os rumos das investigações sobre o caso. Ele afirma que não recuará na nova linha de investigação, que descarta a hipótese de suicídio de Suzana e coloca como suspeitos os seguranças de PC.
Hoje, apesar da greve dos policiais civis de Alagoas, os delegados conseguiram ouvir hoje o perito Nivaldo Cantuária, com ajuda de um escrivão da Polícia Federal que vai auxiliar nas investigações, enquanto durar a greve da Polícia Civil. Por causa da greve dos policiais civis, iniciada hoje, por melhores salários, os demais depoimentos foram adiados para esta quarta-feira, devido ao piquete dos grevistas. Serão ouvidos hoje o legista Gerson Odilon, o delegado Antonio Monteiro e os peritos Horácio Brasileiro e Anita Gusmão.
Durante três horas de depoimento, o perito Nivaldo Cantuária confirmou a versão anterior de crime passional, defendida pela polícia alagoana e referendada pelo legista da Unicamp, Fortunato Badan Palhares. O teor do depoimento de Cantuária, que preencheu 20 páginas de papel ofício, não foi divulgado à imprensa.
O promotor Luiz Vasconcelos, que participou do interrogatório, disse que o depoimento do perito não poderia ser divulgado para não prejudicar as investigações. "Temos 20 dias para realizar essa nova rodada de investigação, mas já estamos pensando em pedir a prorrogação desse prazo, porque são muitos os depoimentos que iremos colher", afirmou Vasconcelos.
Segundo ele, nenhum depoimento será divulgado à imprensa, porque os delegados querem confrontar as informações de cada depoente para ver quem entrou em contradição. "Se for preciso, faremos acareação entre os depoentes", acrescentou o promotor.
De acordo com ele, está confirmada para sexta-feira a reconstituição do crime, na casa de praia onde foram encontrados os corpos de PC e Suzana. O trabalho será feito por peritos da Secretaria de Segurança Pública de Alagoas.

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