O delagado Luiz Alberto Cartaxo de Moura afirmou que a versão de desvio nas investigações da morte do major é ''absurda''. ''Todas as minhas versões foram investigadas e esgotadas'', rebateu. Segundo Cartaxo existem provas cabais de que Sousa teve contato com uma testemunha do crime e que por isso houve o pedido de prisão preventiva. O delegado negou que tenha dito ao advogado que ele corria risco de morte. ''O único contato telefônico que tivemos foi quando ele me ligou no dia da operação (Tentáculos, como foi batizada pela polícia) que prendeu os acusados pelo assassinato. Cartaxo disse ainda que vai processar o advogado por denúncia caluniosa e danos morais.
O advogado Peter Amaro de Sousa se entregou ontem porque ninguém pode ser preso, a não ser em flagrante, cindo dias antes e dois dias depois de eleições. Ele pediu à juíza que analise a revogação da sua prisão e entrou com pedido de habeas-corpus no Tribunal de Justiça (TJ). O advogado afirmou que ainda não sabe o que vai fazer caso sua prisão preventiva não seja revogada. ''Se mataram um major por que não vão matar um advogado que está preso sem defesa? Não estou fugindo da Justiça, mas da injustiça'', argumentou. Por fim, Sousa disse que vai processar Cartaxo e o delegado da Polícia Federal, Fernando Francischini, que participou da operação. A reportagem da Folha não conseguiu contato com Franscichini. (A.B)

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