Após o fim dos protestos, o delegado da Receita Federal em Foz do Iguaçu, Mauro de Brito, argumentou que o comboio com 200 ônibus repletos de produtos comprados no Paraguai foi liberado para evitar um confronto ''desnecessário'' entre sacoleiros e policiais. Brito definiu a manifestação como ''uma demonstração de crime organizado''. ''Antes era um crime econômico. Mais uma vez o poder de polícia do Estado foi afrontado. Vamos fazer uma avaliação'', disse, antecipando que a operação vai continuar. ''Não precisamos acabar com a batalha numa única data''.
Desencadeada na terça-feira, a ''Operação Fim de Ano'' antecipada por causa do Dia das Crianças reúne as receitas Federal e Estadual, as polícias Federal, Rodoviária Federal, Militar e Civil, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e a Agência Nacional de Transportes e Terrestres (ANNT).
Desde então, 32 ônibus de sacoleiros foram retidos por conter contrabando e por estar com documentos irregulares. O balanço parcial revela que US$ 310 mil foram apreendidas em mercadorias. Este ano, já foram apreendidos US$ 13 milhões em muamba na fronteira. A cota de compras no Paraguai com isenção de impostos é de US$ 150,00. (A.P.).

mockup