Delegado diz que inquérito prossegue normalmente
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domingo, 08 de agosto de 1999
Por Marcus Lopes 
São Paulo, 09 (AE) - O delegado Romeu Tuma Júnior afirmou que o inquérito policial que investiga porte ilegal de armas pela vereadora Maria Helena (PL) continua normalmente. "Devo ouví-la novamente com os mesmos elementos obtidos nas investigações", resumiu o delegado, que até o fim da tarde ainda não havia sido comunicado oficialmente da decisão judicial que anula o flagrante praticado na semana passada, contra a vereadora.
Segundo Tuma Júnior, a vereadora só seria beneficiada caso estivesse presa. "O único resultado prático é que a fiança deve ser devolvida", disse o delegado, ao ser informado sobre o teor do despacho do juiz. "Decisão judicial não se discute", completou Tuma. De acordo com o delegado Maurício Correali, que lavrou o flagrante, a polícia baseou-se no artigo 307 do Código de Processo Penal. Pela lei, caso o delegado esteja presente no flagrante, o preso é ouvido antes das testemunhas.
No dia do flagrante, estavam presentes delegados e promotores do Grupo de Atuação e repressão ao Crime Organizado (Gaecco), do Ministério Público Estadual (MPE). Segundo apurou a reportagem, no auto do flagrante, o grupo achou correto considerar que as armas encontradas no quarto da vereadora e no escritório pertenciam a ela. Entretanto, as que estavam no quarto do filho da parlamentar, Paulo Rogério Pereira Neme, eram dele. No quarto estavam os equipamentos considerados de uso ilegal: três carregadores de armas 9 milímetros e um carregador de pistola calibre 45. As armas são consideradas de uso exclusivo das Forças Armadas.
Logo, os dois responderiam pela apreensão de todas as armas encontradas na casa. Enquanto a vereadora, que estava no local, seria presa em flagrante e poderia ser solta mediante fiança, o filho, que não estava no casa, iria responder a outro inquérito pelos equipamentos encontrados no seu quarto. Segundo o delegado Correalli, Neme será intimado para comparecer no Departamento de Investigações e Registros Diversos (Dird), nos próximos dias. "Pelo que pude tomar conhecimento, achei que o juiz relaxaria o auto de prisão em flagrante e decretaria a prisão preventiva da vereadora", disse Tuma Júnior, referindo-se aos equipamentos ilegais encontrados na residência de Maria Helena.


