Delegado diz que grupo de Pascoal tinha ligação com CV
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sexta-feira, 19 de novembro de 1999
Por Edmilson Ferreira 
Rio Branco, 19 (AE) - O delegado Carlos Bayma, uma das principais testemunhas do caso Hildebrando Pascoal na CPI do Narcotráfico, denunciou hoje uma possível ligação do grupo do ex-deputado com o Comando Vermelho (CV), organização criminosa com sede no Rio de Janeiro. A relação do policial civil José Elói da Silva com o assaltante Marcos Cirilo de Oliveira, o Negão Cirilo, é, segundo Bayma, um forte indício de que a quadrilha do ex-deputado tem ligação com o CV. Elói foi preso acusado de praticar assaltos a mando de Pascoal.
Cirilo começou a agir em Rio Branco em agosto de 1997, depois de ter fugido do presídio Ênio Pinheiro, de Porto Velho (RO). Capturado três meses depois, Cirilo disse à polícia que o CV o tinha incumbido de levantar R$2 milhões em dois meses no Acre e que a organização tinha elaborado uma lista de endinheirados para sequestrar e roubar. Sua prisão foi feita por vários agentes, entre eles José Elói, que, segundo a versão policial, passaram 15 dias embrenhados na mata para encontrar Cirilo.
"Foi uma farsa a prisão do Negão", afirma Bayma, garantindo que Elói e Cirilo estavam combinados. Pouco tempo depois, o assaltante organizou uma fuga em massa do Complexo Penitenciário Francisco d´Oliveira Conde. Recapturado, Cirilo fugiu novamente e não foi mais foi encontrado.
Bayma voltou a fazer denúncias de Hildebrando porque, diz ele, "estão ameaçando serrar" sua mulher "ao meio". Ele vem afirmando também que a procuradora de Justiça Vanda Denir Nogueira atuava no esquema de Hildebrando. "Ele (Hildebrando) dizia para eu não me preocupar com denúncia no Ministério Público porque a doutora Vanda segurava os processos." A procuradora disse que vai entrar na Justiça contra o delegado.


