Delegado diz que chacina no Sudoeste foi passional
Paulo Pegoraro
De Cascavel
A chacina de quatro membros de uma família sem-terra, entre elas duas crianças, ocorrida no dia 11, no Assentamento Marcos Freire, em Rio Bonito do Iguaçu (sudoeste do estado), teve motivação passional. A conclusão é do delegado Ítalo Biancardi Neto, que presidiu o inquérito. Segundo ele, Aldenir Almeida de Souza, 34 anos, o Goiano, sua mulher Noeni Marcanssoni, 24, e os filhos Roni Anderson, 3, e Paulo Antonio, 5 anos, foram mortos a mando do fazendeiro Luiz Vailat, que está foragido.
Conforme o delegado, Goiano teria feito três tocaias recentemente contra Vailat, tentando matá-lo por desconfiar que ele mantinha caso amoroso com Noeni. Por esse motivo, disse o delegado, o fazendeiro resolveu se vingar. Os crimes foram cometidos por Rosemir da Luz Borges, 21 anos e Antonio Nunes Tomé, 26 anos, que eram foragidos da Justiça por crimes diversos. Os dois, que estão presos, receberiam R$ 10 mil pela morte de Goiano, mas mataram a mulher e as crianças para eliminar testemunhas, porque elas se encontravam no barraco onde morava a família, no assentamento.
Na chacina foi usada uma espingarda calibre 12, cujos projéteis desfiguraram o rosto de Goiano. A mulher e os meninos também foram alvejados e tiveram suas gargantas cortadas por um facão.





