Delegado da PF é o novo secretário de Segurança
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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
Auber Silva e Rodrigo Batista<br>Equipe Bonde 
Curitiba - O governador Beto Richa anunciou ontem, no Palácio Iguaçu, em Curitiba, que o delegado da Polícia Federal José Alberto de Freitas Iégas é o novo secretário de Segurança Pública do Paraná. Ele foi chefe da delegacia da PF em Londrina.
O novo secretário disse que a determinação do governador é dar continuidade ao trabalho que vem sendo realizado na segurança pública para reduzir ainda mais os índices de criminalidade. "É um desafio que assumo com responsabilidade e confiança. Conto com o apoio dos policiais paranaenses para fazer um bom trabalho", afirmou Iégas, à Agência Estadual de Notícias.
O novo secretário disse que pretende manter a mesma equipe de coordenação das polícias Civil e Militar. "Tem dado bons resultados", afirmou o delegado, que assume o cargo no lugar do procurador Cid Vasques, que comandou a pasta durante um ano e meio.
Nascido em Presidente Prudente (SP), Iégas ingressou na Polícia Federal em 1996. Durante esse tempo, ocupou cargos no Paraná. Foi delegado em Cascavel, Guarapuava, Londrina e Foz do Iguaçu e superintendente da Polícia Federal no Estado. Atualmente, exercia o cargo de diretor de inteligência em Brasília. Ele é formado em Direito e pós-graduado em Segurança Pública pela Academia Nacional de Polícia.
Vasques
O pedido de exoneração do ex-secretário estadual de Segurança Pública, Cid Vasques, feito na terça-feira, ocorreu um dia após uma decisão do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná que derrubou a liminar que o mantinha na direção da pasta.
A decisão do TJ favoreceu um agravo regimental movido pelo Ministério Público (MP) que já havia derrubado a liberação do agora procurador de Justiça ao órgão do governo do Paraná ele precisava desta liberação para se manter como secretário, pois pertence ao quadro de procuradores do MP.
Em dezembro, os demais procuradores haviam determinado que a licença não seria renovada depois do dia 31 daquele mês.
Vasques entrou com uma liminar no TJ para se manter no cargo e o caso também foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF). O MP pedia que as liminares que foram concedidas para Vasques permanecer na Sesp fossem anuladas. Com a nova decisão, a ação é interrompida no STF.
A reportagem questionou, por e-mail, o advogado do procurador, Rodrigo Xavier Leonardo, se a decisão do TJ pesou na exoneração do cargo e sobre quando ele deve voltar ao MP. O advogado informou que tentaria contato com Vasques para obter as respostas, mas não houve retorno até o fechamento da edição.


