Curitiba - O governador Beto Richa anunciou ontem, no Palácio Iguaçu, em Curitiba, que o delegado da Polícia Federal José Alberto de Freitas Iégas é o novo secretário de Segurança Pública do Paraná. Ele foi chefe da delegacia da PF em Londrina.
O novo secretário disse que a determinação do governador é dar continuidade ao trabalho que vem sendo realizado na segurança pública para reduzir ainda mais os índices de criminalidade. "É um desafio que assumo com responsabilidade e confiança. Conto com o apoio dos policiais paranaenses para fazer um bom trabalho", afirmou Iégas, à Agência Estadual de Notícias.
O novo secretário disse que pretende manter a mesma equipe de coordenação das polícias Civil e Militar. "Tem dado bons resultados", afirmou o delegado, que assume o cargo no lugar do procurador Cid Vasques, que comandou a pasta durante um ano e meio.
Nascido em Presidente Prudente (SP), Iégas ingressou na Polícia Federal em 1996. Durante esse tempo, ocupou cargos no Paraná. Foi delegado em Cascavel, Guarapuava, Londrina e Foz do Iguaçu e superintendente da Polícia Federal no Estado. Atualmente, exercia o cargo de diretor de inteligência em Brasília. Ele é formado em Direito e pós-graduado em Segurança Pública pela Academia Nacional de Polícia.

Vasques
O pedido de exoneração do ex-secretário estadual de Segurança Pública, Cid Vasques, feito na terça-feira, ocorreu um dia após uma decisão do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná que derrubou a liminar que o mantinha na direção da pasta.
A decisão do TJ favoreceu um agravo regimental movido pelo Ministério Público (MP) que já havia derrubado a liberação do agora procurador de Justiça ao órgão do governo do Paraná – ele precisava desta liberação para se manter como secretário, pois pertence ao quadro de procuradores do MP.
Em dezembro, os demais procuradores haviam determinado que a licença não seria renovada depois do dia 31 daquele mês.
Vasques entrou com uma liminar no TJ para se manter no cargo e o caso também foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF). O MP pedia que as liminares que foram concedidas para Vasques permanecer na Sesp fossem anuladas. Com a nova decisão, a ação é interrompida no STF.
A reportagem questionou, por e-mail, o advogado do procurador, Rodrigo Xavier Leonardo, se a decisão do TJ pesou na exoneração do cargo e sobre quando ele deve voltar ao MP. O advogado informou que tentaria contato com Vasques para obter as respostas, mas não houve retorno até o fechamento da edição.

mockup