Delegado adia inquérito de PC
Agência Estado
Os delegados Antônio Carlos Lessa e Alcides Andrade, que investigam as mortes de Paulo César Farias e sua namorada Suzana Marcolino, pediram prazo ao juiz de plantão do Fórum de Maceió para entregar até o final da próxima semana a conclusão do inquérito sobre o caso, que deveria ter sido entregue ontem. Vamos ouvir mais três testemunhas e pode aumentar o número de indiciados, afirmou Lessa, que realiza hoje uma acareação entre o padrasto de Suzana, Eraldo Rodrigues Lisboa, e o cabo-PM Reinaldo Correia de Lima, que era segurança de PC e é apontado pela polícia como um dos quatro suspeitos do crime.
A acareação tem como objetivo esclarecer uma informação importante sobre a morte de Suzana. O cabo Reinaldo teria dito a Eraldo Lisboa que, quando arrombou a janela do quarto, PC estava morto mas Suzana ainda estava viva, afirmou Lessa, acrescentando que como o ex-segurança nega essa informação, convocou os dois para uma acareação. O delegado informou ainda que, por medida de segurança, oito homens da Secretaria da Segurança de Alagoas foram a João Pessoa buscar Eraldo Lisboa.
Os delegados afirmaram ontem que a família de PC Farias está pressionando testemunhas do caso das mortes dele e de sua namorada, Suzana Marcolino, para que mantenham a versão oficial de assassinato seguido de suicídio. A denúncia surgiu após o depoimento do ex-cunhado de Suzana, o italiano Fabrizio Noaro.





