Delegado acusa deputado de liderar quadrilha no AC
Agência Estado
De Brasília
O delegado Carlos Alberto da Costa Bayma, da Polícia Civil do Acre, disse à Polícia Federal (PF) e ao Ministério Público (MP) que um grupo liderado pelo deputado Hildebrando Pascoal (sem partido- AC) - apontado como líder de um esquadrão da morte - foi responsável por mais de 90% dos assaltos em Rio Branco em 1998. Nos dois depoimentos, que somam 27 páginas, Bayma sustentou que Pascoal procurou por ele na companhia de um traficante para fraudar documentos com o objetivo de aposentar a mãe do marginal junto à Previdência.
O delegado disse que, sem sombra de dúvidas, 90% dos assaltos ocorridos no Acre, em 1998, tiveram autoria intelectual do sargento Alex Fernandes Barros, que está preso desde o dia 1º. Segundo Bayma, Barros era um mero capataz de Pascoal. Romero, Raimundinho e Mota executavam os crimes do grupo. A Polícia do Acre registrou vários assaltos a bancos antes das eleições, em 1998, e o MP supeita que o dinheiro tenha sido usado na campanha eleitoral do deputado. - O delegado afirmou que Pascoal tem estreito laço de amizade com traficantes do Acre contou que foi procurado pelo deputado, em 1998, em companhia de um traficante identificado apenas como Jair. Os depoimentos do delegado, nos dias 1º e 6, deixam claro que o grupo de Pascoal tinha farto armamento. Bayma disse que esteve na casa de Barros e viu 20 armas.





