Rio, 17 (AE) - A delegada-substituta do 16.º Distrito Policial, na Barra da Tijuca, Monique Vidal, representou hoje ao Ministério Público pedindo a prisão preventiva do lutador de jiu-jítsu Ryan Gracie, de 26 anos, acusado de tentativa de homicídio. No domingo, ele teria ferido o representante de vendas Marcus Vinícius Rosa com uma faca, durante uma briga na Ilha da Fantasia, zona oeste do Rio. Segundo Monique, há outros quatro registros de agressão contra o lutador na delegacia.
"Os antecedentes desse rapaz indicam que ele é uma pessoa violenta, e lugar de baderneiro é na cadeia", afirmou o secretário da Segurança Pública, coronel Josias Quintal. "Queremos que o valentão vá para a cadeia pelas mãos de uma mulher", disse o coronel, referindo-de à delegada. Quintal afirmou que a representação contra o lutador "significa dar um basta" às brigas de lutadores rivais, que têm se tornado comuns na noite do Rio, principalmente na Barra da Tijuca. "Caso o juiz decida pela preventiva, se ele (Gracie) tentar fugir terá conduta de marginal e vai responder criminalmente por isso; a cadeia está deixando de ser um lugar apenas de pretos e pobres".
Desnecessário - O presidente da Confederação Brasileira de Jiu-Jítsu, Carlos Gracie Júnior, de 44 anos, tio de Ryan, classificou de "desnecessário" o pedido de prisão preventiva. "Não vejo motivo para isso, ele é réu primário e já havia se apresentado à polícia; foi apenas uma briga, se tivesse morrido alguém aí sim seria um crime", declarou. Ele disse o sobrinho não será punido pela confederação por causa do incidente, por se tratar de um "caso de polícia", mas criticou Ryan. "Quem vive na noite e gosta de criar problemas, como o Ryan, não tem condições de disputar competições e, por isso, não está efetivamente ligado ao esporte".
Carlos lembrou que Ryan está suspenso pela confederação por causa de uma briga com o lutador de vale-tudo Wallid Ismael durante um campeonato de jiu-jítsu. Ryan é dono de uma academia em São Paulo.

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