Delegada do Trabalho é ameaçada de morte
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segunda-feira, 29 de maio de 2006
Fabiana Cimieri<br>Agência Estado 
Rio- A delegada Regional do Trabalho Lívia Santos Arueira recebeu ameaças de morte e está sendo escoltada por policiais federais desde que supostos integrantes de uma quadrilha formada por fiscais do trabalho foram soltos, no Rio. No dia 3 de abril, 55 servidores da Delegacia Regional do Trabalho do Rio foram presos pela Polícia Federal. Todos acusados de cometer fraudes na homologação de contratos trabalhistas, fiscalizações de empresas e subtraírem autos.
A operação foi batizada de Paralelo 251, em referência ao prédio do Ministério do Trabalho, que funciona na Avenida Presidente Antônio Carlos número 251. As ameaças contra Lívia começaram na madrugada do dia 13 de abril, quando um computador da Seção de Fiscalização em Segurança e Saúde do Trabalho foi violado. Os acusados haviam conseguido habeas-corpus e sido soltos no dia anterior, 12 de abril.
O cargo anterior da atual delegada havia sido na chefia dessa seção, onde estava desde o início do governo Lula. Uma semana depois, Lívia e outras três funcionárias administrativas de seu gabinete receberam um e-mail ameaçador. O conteúdo, segundo ela, era ''truculento''. ''Diziam que iam estuprar nossas filhas e nos matar'', afirmou ela, que avisou a Polícia Federal e o Ministério Público das ameaças que vinha sofrendo.
O procurador da República Carlos Alberto Aguiar, que acompanha o caso, pediu a prisão de 36 dos acusados e disse que Lívia está sob proteção. O novo pedido ainda está sendo analisado pela 4 Vara Federal Criminal.
Anteriormente, Lívia ocupava a chefia da Seção de Fiscalização em Segurança e Saúde do Trabalho. ''Já estávamos tendo procedimentos administrativos de controle de fiscalização, mas, nessa época, tínhamos problemas por não receber o apoio da administração'', disse ela. ''Cheguei a ficar três meses sem um único auxiliar administrativo'', contou. O ex-delegado regional não está envolvido na denúncia.


