Delegada apura destruição de área
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sexta-feira, 03 de setembro de 2004
Luciana Pombo<Br>Equipe da Folha 
Curitiba - A delegada Daise Terezinha Dorigo Barão, da 14 Subdivisão de Guarapuava, foi designada ontem para investigar a destruição feita por integrantes do MST na Fazenda Campo Real, em Candói, durante os dois dias de desocupação. A sede da fazenda foi completamente depredada durante o processo de reintegração de posse da área. ''O que eles não conseguiram levar, eles destruíram. A fazenda está depredada'', disse ontem a delegada, minutos depois de enviar peritos para fazer um levantamento detalhado do local.
A fazenda, que ficou ocupada durante apenas um mês, abrigou 1 mil famílias do MST. No local, os proprietários plantavam cereais. Os primeiros depoimentos foram colhidos ontem e, mesmo com o feriado da Pátria, a delegada planeja ouvir os depoimentos de sem-terra ainda na semana que vem. Esta não foi a primeira área depredada por integrantes do MST no momento da desocupação.
No final do mês passado, os proprietários da Fazenda Três Marias, em Manoel Ribas (146 km ao sul de Apucarana), anunciaram que vão pedir indenização de todos os prejuízos com a ocupação das terras em maio de 2003 e com a reintegração de posse feita na semana passada. Máquinas, motores de serraria, oficina completa e todo o material de produção teriam sido destruídos pelos sem-terra. A Três Marias produzia desde soja e feijão até milho e batata.
Também no mês passado, cerca de 1 mil integrantes do MST destruíram, segundo relato de ruralistas, a Fazenda Baronesa dos Candiais II, em Luiziana (30 km ao sul de Campo Mourão).


