Agência Folha
A delegada Elisabete Ferreira Sato, do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), da Polícia Civil, admitiu ontem a possibilidade de que os PMs a serem indiciados no inquérito policial civil não sejam os mesmos indiciados no inquérito policial militar.
Indagada por telefone pela reportagem sobre essa possibilidade, ela respondeu: ‘‘Pode ser, dependendo do curso das investigações.’ Sato, que preside o inquérito em andamento na Polícia Civil, afirmou que a fase atual de apuração do caso é a de tentar descobrir testemunhas oculares do crime.
Ela disse que as sessões de reconhecimento dos PMs realizadas na Corregedoria da Polícia Militar também serão feitas no decorrer do inquérito da Polícia Civil. ‘‘Já combinei com os promotores. Antes de ouvir os PMs, vamos fazer os reconhecimentos’’, declarou.
Ela afirmou que, além de serem convocadas para fazer reconhecimentos, as testemunhas terão de ser novamente inquiridas. Embora a PM já tenha efetuado todos esses procedimentos investigatórios, a Polícia Civil vai repeti-los, segundo a delegada, porque é com base nessas informações que os promotores apontarão à Justiça os acusados. ‘‘Nosso inquérito é o que vai dar embasamento para a denúncia do Ministério Público que levará os indiciados ao tribunal do júri’’, declarou.
Segundo a delegada, apesar de até agora não terem surtido efeito, as incursões ao local onde os corpos foram achados, em Praia Grande, vão continuar. O objetivo é encontrar as balas que mataram os três rapazes - cada levou um tiro na cabeça. Se as balas forem achadas, será possível saber se os tiros partiram das armas que no dia do crime estavam em poder dos policiais acusados.

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