Delegacias podem ficar sem carcereiro
O carcereiro José Carlos Diorio está preocupado. O contrato de trabalho dele vence no começo de outubro e o servidor não sabe como será a partir de então. ''Não sei se a partir de outubro vou estar desempregado ou não'', lamenta.
Ele foi contratato temporariamente no processo seletivo simplificado (PSS) aberto pelo governo em 2006 (373/2006), quando foram efetivados 200 profissionais de uma só vez para trabalharem em 42 delegacias do Estado. Diorio foi realocado em Cambé (Norte), juntamente com mais dois colegas. O contrato era válido por um ano ano, prorrogável por mais um, mas vem sendo estendido desde então.
''Um mês antes do fim do contrato a gente recebia documentação para assinar a prorrogação. Até agora não veio um novo'', comenta. E pelo visto isso não ocorrerá.
A Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) prevê a abertura de um novo concurso para contratação de carcereiros até o final do ano. Segundo a assessoria de imprensa do órgão, o processo já está em andamento e deve trazer uma alteração significativa com relação ao último: a função deve passar por reestruturação.
As novas atribuições não foram reveladas. A Sesp informou apenas que o governo pretende ampliar o número de profissionais com essa reformulação. Não foi dado prazo para publicação do edital. Se não ocorrer até novembro, as delegacias poderão ficar sem carcereiros e a função deverá ser acumulada pelos policiais civis.(D.M.)





