Delegacia é invadida e 13 presos fogem
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domingo, 23 de agosto de 1998
Luciane Tonon 
Giovani VernierPlanoNa sexta-feira, policiais encontraram, em baixo da cama de uma cela, um túnel cavado pelos presos, que tentariam fugir no final de semanaTreze presos, sendo três menores, detidos na delegacia deSanto Antônio da Platina (25 km ao sul de Jacarezinho) fugiram na tarde de ontem. Eles foram libertados por três pessoas (dois homens e uma mulher) que entraram na delegacia armados e renderam o investigador de plantão, que estava sozinho na guarda da cadeia. O investigador levou uma pancada na cabeça e foi amarrado dentro de uma cela.
Os fugitivos são: Paulo César Campos, cumpre pena por estelionato; Antonio Carlos Moraes Filho, preso por homicídio; Paulo Rogério Generoso, furto e tráfico; Atos Rodrigues de Oliveira, assalto; Leandro de Jesus da Silva, assalto; Alex Alexandre Mendes, furto e assalto; João Batista de Oliveira, roubo; Cristiano Aparecido Miranda, assalto; Robson de Castro Ferreira, assalto e os menores W.A, E.R.F, e S.L.
Até a noite de ontem, a polícia não tinha suspeita do paradeiro dos fugitivos. Somente o menor S.L. foi trazido de volta à delegacia pela própria família. Segundo o delegado, João Eduardo Carula, foi fechado um cerco com 25 policiais, entre civis e militares, numa operação de busca aos fugitivos. Cerca de 14 presos não participaram da fuga.
Esta é a terceira ocorrência entre os presos de Santo Antônio da Platina em menos de quinze dias. No dia 8 deste mês, eles se rebelaram querendo melhores acomodações e mantiveram um carcereiro e três menores como reféns, durante três horas. Na última sexta-feira, policiais da delegacia, encontraram, em baixo da cama de uma cela, um túnel de quatro metros de comprimento, cavado pelos presos, que tentariam fugir no final de semana. O túnel já estava a um metro do pátio, quando foi descoberto.
Segundo o investigador de polícia José Roberto da Costa, o túnel foi cavado na cela do assaltante Alex Alexandre Lemes, que também foi um dos líderes da rebelião. Costa estimou que o túnel começou a ser cavado há uma semana. Os presos usaram latas de óleo e massa de tomate como ferramentas. A terra acumulada estava sendo escondida na saliência das camas de concreto, própria para encaixar o colchão.


