Umuarama – O uso da tecnologia é a mais nova arma da Polícia Civil de Umuarama (Noroeste) para combater o crime. Desde o dia 20 de março, a 7ª Subdivisão Policial (SDP) tem uma conta do aplicativo WhatsApp para receber denúncias da população de forma mais rápida e completa. O sistema permite o envio de informações por textos, áudios, fotos e vídeos. É o primeiro canal de denúncias desta forma a funcionar em uma delegacia do Paraná.
De acordo com o delegado de Homicídios, Fernando Ernandes Martins, que teve a ideia de criar o mecanismo, diversas informações têm chegado à polícia todos os dias. "Temos recebido fotos de pessoas que estão desaparecidas, denúncias de criminosos e informações até de pessoas de outros Estados. Recentemente recebemos dados de uma pessoa do Rio de Janeiro sobre um crime aqui no Paraná", frisou o delegado.
Martins explicou que há um policial, lotado no Núcleo de Inteligência Policial (Nipol), que trabalha exclusivamente no recebimento das informações do aplicativo, o que garante o sigilo e o anonimato do informante. "Quando as denúncias são referentes a crimes em outros municípios encaminhamos os dados para a delegacia responsável, mas sempre mantendo em sigilo o denunciante", ressaltou Fernando Martins.
A ideia de criar a conta surgiu em virtude da facilidade do aplicativo em repassar informações em tempo real, como fotos de veículos furtados, de suspeitos, locais de crimes, além de vídeos de alguma situação suspeita. "É uma forma de facilitar as denúncias por parte da sociedade e de se alcançar a polícia. Hoje, sobretudo os mais jovens, utilizam demais os smartphones", apontou.
A polícia alerta, porém, que o WhatsApp não deve ser utilizado em casos de emergência, que necessitam de um retorno e atendimento imediatos ou a presença do Corpo de Bombeiros. "Sempre há uma certa demora para se confirmar o recebimento e checar as denúncias. Nas emergências o indicado é continuar usando os canais tradicionais pelos telefones 190, 197, 181 e 193", afirmou Martins.
O delegado chefe da 10ª SDP de Londrina, Márcio Amaro, admitiu que a ideia é interessante, porém ressaltou que é preciso levar em conta alguns aspectos para a sua implantação. "É preciso analisar de que forma pode ser colocado em funcionamento, como seria implantado, quem receberia as informações. Temos também já diversos canais para receber as denúncias, mas podemos estudar sim a implantação desta ferramenta", frisou Amaro.

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