''A corrupção é inerente à atividade policial e o Estado tem o dever de trabalhar para descobrir quem são os bandidos travestidos de policiais e fazer uma limpeza ética'', disse o secretário de Estado de Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari. Para ele, ''não há dúvidas de que o grupo está envolvido também em casos de assassinatos de sem-terra no estado.
De acordo com o comandante da PM, coronel David Pancotti, no momento as investigações vão se restringir à ação dos oito presos, mas a intenção é continuar a fazer o levantamento no Estado para chegar a outros casos existentes. Sobre o envolvimento de um policial militar, afirmou que a corporação deve fazer um trabalho maior de investigação para verificar a extensão do envolvimento do tenente-coronel Copetti Neves.
Em julho do ano passado, o tenente-coronel Neves e o MST disputaram na justiça uma área de 35 alqueires em Ponta Grossa, ao lado da fazenda da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O MST, que mantém o acampamento Emiliano Zapata dentro da área da Embrapa, alegava que o PM estaria grilando parte da área a que eles têm direito. O militar garantia que a área era dele. Para evitar a suposta grilagem, o MST convocou 50 famílias para ocupar a área. Copetti impetrou um pedido judicial de reintegração de posse.(Colaborou Andréa Lombardo)

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