São Pulo, 25 (AE) - Um grupo de descendentes de japoneses - dekasseguis - que trabalhou por muitos anos no Japão e aplicou o dinheiro ganho, quase R$ 1 milhão, na empresa New Brás Comércio e Representações, que oferecia intermediação na franquia da Nipomed Serviços Médicos, está acusando o empresário Jesualdo Itsuo Osugi, de 40 anos, de aplicar-lhes um golpe. As pessoas disseram ter acreditado na conversa de Osugi, que as procuraram no Japão oferecendo sociedade. Todos acreditaram.
"Trabalhamos dia e noite, perdemos domingos e feriados em busca de melhor situação financeira para as nossas famílias e caímos no maior golpe", lamentou Edson Tsuyoshi Koga, de 36 anos, uma das vítimas. Dois inquéritos apuram a acusação contra Osugi. Um no 16.º Distrito Policial, em Vila Clementino, onde o empresário já está indiciado por estelionato. O outro foi aberto no 35.º DP, no Jabaquara, bairro onde está instalada a sede da New Brás, também por estelionato. Terreno - Osugi defende-se dizendo não ter aplicado nenhum golpe. Adiantou ter investido o dinheiro na compra de um terreno em Suzano, na Grande São Paulo, para a sede da New Brás e em material para a construção. "Pretendo devolver o dinheiro assim que puder". A Nipomed, ao saber da acusação, rescindiu o contrato que tinha com a New Brás e ingressou com interpelação contra Osugi na 2.ª Vara Criminal do Jabaquara. Hoje, as 23 pessoas que acusam Osugi reuniram-se na sede da Associação dos Imigrantes no Brasil (Asibras), no centro de São Paulo.
Quando descobriram o golpe, em dezembro de 1998, as 23 pessoas procuraram a Asibras e o presidente, Sérgio Massanori Morinaga, encaminhou-as para a delegacia do Jabaquara. Segundo Morinaga, a esperança das vítimas de Osugi é que a Justiça consiga recuperar o dinheiro que entregaram a ele e ganharam com "sacrifício" trabalhando em fábricas do Japão.

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